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COMO ENTENDER ISSO?
Outro dia uma pessoa me deu uma "desculpa esfarrapada" para justificar o fato dela não expressar "publicamente" (que seja nas redes sociais) o que diz sentir, como o gostar de alguém com quem já se está, não colocar fotos suas com essa pessoa, nem mesmo trocar palavra com ela através das redes sociais. A tal da desculpa/justificativa é que ela é "reservada". No entanto essa mesma "pessoa reservada" é uma das pessoas mais exibidas que conheço, e não só na sua privacidade, mas também em público! Gosta de chamar a atenção, principalmente se for para mostrar/expor o fato de "estar pegando" alguém.
Vamos combinar que tem algo estranho aí?!
Ao mesmo tempo também que essa pessoa se diz reservada, não troca palavra com a pessoa de quem gosta nas redes sociais (e quando isso acontece, é com alguma dificuldade), sai por aí cutucando deus e todo mundo Internet afora.
O que pensar? Como entender isso?

Escrito por Claudia Daflon Coelho às 00h29
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AMOR x RELACIONAMENTO (Parte 1)
Recentemente fui presenteada com uma "lista" que me deixou, além de muito surpresa, muito triste e magoada também. Essa lista representa a visão que uma pessoa tem de mim. Levei um susto! Li e reli algumas vezes, tentando entender o que era aquilo. O que entendi dessa lista é que o quê está ali é mais um reflexo da pessoa que a escreveu, um tanto do que ela mesma é/faz, outro tanto seus temores, e ainda uma leitura pra lá de exagerada de umas poucas situações isoladas que aconteceram, e que tiveram um porque, e que a pessoa fez e faz questão, claro, de ver de outro modo, posto que lhe favorece... e me coloca como uma descompensada neurótica, uma pessoa impossível de ser e de se conviver. Juro que fiquei chocada, mas muito mais magoada...
Essa mesma pessoa disse - pelo menos foi o que eu entendi -, que dentro de um relacionamento amoroso, o cuidado que a mulher tem com o homem, aquela coisa de você se preocupar, de cuidar, e tal, é coisa de MÃE! Ué... como assim? Quer dizer que a gente não deve cuidar? Não deve se preocupar? Só se é mulher, nesse caso, para beijar, transar, passear, curtir e nada mais? O resto a gente esquece, não sente, faz de conta que não existe, ignora? É para ser, como ela (a pessoa) mesma costuma dizer: "se fode aí"? Uma parte do que eu entendo por companheirismo, aonde estão incluídos esses cuidados todos, quando acontecer é para a gente sair fora de campo, e chamar a mãe do outro para cuidar? É isso? Eu juro que não entendi...
Essa mesma pessoa tem ainda uma visão muito peculiar do que ela chama de "relacionamento amoroso", aonde ela diz que duas pessoas que se envolvem amorosamente não devem querer saber, ou se importar com o passado uma da outra, como se isso não fizesse parte da pessoa, como formadora de quem ela é, e mesmo não fizesse parte da sua própria vida, de seu presente. Mas como não? Afinal, somos o que somos, fruto do que vivemos dia-a-dia desde o dia em que nascemos. Disso também fazem parte pessoas não só que ficaram para trás, mas pessoas que continuam com a gente no presente. Essa pessoa diz que dentro de um relacionamento, a vida de cada um deve ficar "isolada" um do outro... Tipo... Ela diz que a coisa tem que funcionar assim: Se eu, por exemplo, tenho amigos que fazem parte da minha vida, e que meu namorado ainda não conhece, eu não devo falar sobre esses meus amigos para ele, e ele não tem que querer saber da existência deles. E se eu tenho, e claro que tenho, um relacionamento com meus amigos, esse relacionamento não deve ser exposto, devo guardá-lo só para mim; e se acontece de algum desses meus amigos me procurar para sair, eu simplesmente vou sair, nada vou falar e vou agir como se eu estivesse sozinha, pois ele não tem que saber com quem estou, por que não lhe diz respeito, e ele também não tem que se sentir incomodado, caso fique sabendo do ocorrido. É como se fosse uma vida dupla. Cada um com a sua "vida particular" para lá, e no meio a vida em comum dos dois, e apenas isso.
Alguém, por acaso, consegue entender isso??? Juro que eu não consigo, e não vejo isso como um relacionamento que, no meu entendimento, implica em partilhamento e conhecimento um do outro. Vejo isso antes como o que eu classificaria de "amizade colorida", aonde defino "amizade colorida" da seguinte maneira: duas pessoas que se conhecem, se sentem atraídas uma pela outra e têm prazer na companhia uma da outra. Essas duas pessoas tem um conhecimento da porta de casa para fora, ou seja, nada de envolvimentos pessoais, não se frequenta a casa um do outro, não se conhece os amigos um do outro, muito menos a família, nada se fala da vida um do outro, não se envolve nada nem ninguém da vida um do outro nessa questão. Os dois apenas se encontram (sempre na rua, claro), curtem e depois cada um vai para sua casa e pronto. Nada além disso. E não há, claro, pretensão de nada além disso, muito menos um casamento!
Isso, para mim, não é um relacionamento amoroso que seria, num primeiro momento, um namoro que, no meu entendimento, funciona como um "ensaio", um "preparatório" para um possível casamento (levando-se em consideração que as pessoas começam um namoro, um relacionamento sério, para se conhecerem, na pretensão de encontrar o seu par).
Fuçando a internet, encontrei alguns textos/artigos sobre relacionamentos. Encontrei algumas coisas que achei interessantes, que vão de encontro ao meu entendimento da coisa, e que vou citar aqui.
Uma das coisas que achei interessante, tem a ver com o que andei pensando nos últimos dias, que é a questão de se gostar, de se amar, e o relacionamento que se tem.
Começando as citações:
========================== AMOR x RELACIONAMENTO
(...) Amor e relacionamento são diferentes. Podem conviver juntos, e é maravilhoso quando isso acontece, mas não é a regra, apenas uma possibilidade muito desejada. O amor é um sentimento, a paixão uma febre de conteúdo químico e, o relacionamento é uma interação entre dois seres humanos na sua totalidade. O relacionamento não envolve apenas os sentimentos, mas também as crenças, valores e comportamentos. O amor é incondicional, o relacionamento não.
Quanto mais nos aproximarmos da maturidade, mais perceberemos, com maior clareza, que mesmo existindo amor, em alguns casos, o relacionamento será impossível. Porque mesmo existindo amor, podem existir incompatibilidades que, cedo ou tarde, pedirão uma retirada. Aceitar tudo, absolutamente tudo em nome do amor romântico é uma tolice!
Maturidade, amor e relacionamento
A maturidade ensina que amor e relacionamento são coisas diferentes. É maravilhoso quando o amor e um relacionamento saudável se encontram e uma relação verdadeira, transparente, baseada na reciprocidade sem cobranças obsessivas ou violências intencionais, mas para a imensa maioria dos modelos de casais, não é assim que acontece. A imensa maioria das pessoas escolhe seu par, motivadas por equívocos e ingenuidades e depois com vergonha ou medo de buscar novos horizontes, se obriga a pagar o preço que às vezes é muito alto, chegando a custar literalmente a vida, em algumas ocasiões.
No amor a dois não podemos esquecer de amar a nós mesmos, e se preciso for, desistir da relação. Os relacionamentos podem ocasionar momentos de dor, às vezes necessário ao nosso aperfeiçoamento, mas se, na maior parte do tempo, não existem momentos de prazer e comunhão, compartilhamento e respeito, então estamos diante de um desses casos, onde mesmo existindo amor, o relacionamento não deveria existir.
(...) Uma união para ser saudável, deve conter amor e relacionamento de qualidade. Nessas condições, ainda que existam dores (e não necessariamente precisarão existir), elas serão saudáveis, e serão o fruto de processos de aprendizagem e reconstrução do nosso modelo mental e do nosso modelo de vida. Graves enganos cometidos em nome do amor continuam a ser graves enganos.
Antes só do que mal acompanhado Algumas pessoas optam pelos versos de Erasmo Carlos (grande compositor)… "Antes mal acompanhado do que só…", outras preferem a sabedoria popular "antes só do que mal acompanhado". Na maturidade se percebe que mesmo acompanhados poderemos estar na mais profunda solidão, mesmo que haja amor, porque se não há um relacionamento de qualidade, cada qual vive só em seu mundo, não existe o mundo comum, onde os amantes deveriam passar, pelo menos parte do seu tempo. A solidão a dois talvez seja a mais dolorosa entre todas as modalidades de solidão, porque quando o outro se manifesta você preferiria estar, de fato, sozinho.
(...) Não aprisione a si mesmo. Vale a pena lutar por um grande amor, vale a pena lutar para salvar um relacionamento que se apresenta ferido ou enfermo, mas observe bem qual é a causa da sua luta e se ela será sempre apenas sua. "Nenhum reino dividido sobre si mesmo sobreviverá".
Relacionamento deve ser uma interação de qualidade O amor é um sentimento de expansão da alma e deve trazer alegria. Relacionamento deve ser uma interação de qualidade onde aprendemos e crescemos uns com os outros em um clima de profundo respeito pelo universo do outro. Na ausência dessas características faça como na canção "Bilhete" de Ivan Lins: "Jogue a cópia da chave por debaixo da porta, que é pra não ter motivos de pensar numa volta. Fique junto dos seus. Boa sorte. Adeus" Agora, se existe amor, existe admiração e respeito, ainda que o relacionamento sinta o impacto do encontro das diferenças provenientes de dois mundos, duas identidades, do conjunto de hábitos diferentes que cada um traz para a relação; neste caso, vale a pena investir na relação e apostar no futuro. O firme propósito de fazer dar certo vale a pena na presença do amor e frente a um relacionamento de qualidade que contenha muitas virtudes e potencial de felicidade. Nossas expectativas devem centrar-se na busca por um relacionamento de qualidade, não por um ideal inatingível causado por excesso de expectativas fantasiosas. O verdadeiro amor vive e sobrevive no mundo real, não em condições ideais, mas em condições essenciais.
Fonte: http://cliquesaude.com.br
(continua...)
Escrito por Claudia Daflon Coelho às 21h21
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AMOR x RELACIONAMENTO (Parte 2)
(... continuando)
CRISE NO RELACIONAMENTO AMOROSO
(...) Crises ou conflitos podem existir independentes do tempo que se está junto. O importante é aprender a ler o que essa crise está querendo mostrar, onde estão as falhas de comunicação, onde se perdeu o namoro ou o estimulo para investir, conquistar e reciclar a relação.
Estou falando de relacionamentos, não interessa se é namoro, noivado, casamento ou uma relação entre ‘amantes’. As crises podem acontecer em vários pontos da relação, pode ser no afetivo, no sexual, no financeiro, no familiar, mas a questão é:
Como será a dinâmica do casal para lidar e administrar esses pontos sem danificar ou descarregar baldes de mágoas antigas ou expectativas frustradas?
(...) Na maioria das vezes, eu costumo afirmar que a maioria das crises é por falta de uma comunicação clara, afetiva e verdadeira.
Aliás, essa dificuldade começou a ser alimentada lá no começo da relação. Dentro do mecanismo de sedução as pessoas tendem a falar aquilo que agrada ou seduz o outro; nunca se fala o que se gosta, o que se espera, o que se deseja e o que não se quer viver. Parece que por medo de que isso distancie, homens e mulheres se calam e passam a esperar que o outro adivinhe ou perceba e faça coisas que agrade.
É importante lembrar que não há magia de adivinhação em relacionamentos, o que existe é a possibilidade de falar, colocar ao outro o que se deseja, dizer que algumas coisas têm valor especial e ouvir do outro o que é bom ou importante. Parece simples eu sei, mas vejo no consultório casais precisando falar coisas simples como: - Gostaria que você me ligasse durante o dia / - É mais gostoso fazer sexo quando você toma banho antes (...).
É por isso que eu digo que na maioria das vezes as crises, inclusive sexuais, começam com uma falha de expressão, e não se está falando de enfrentamentos ou discussões. Existem muitas formas de se falar do que se gosta ou espera ou daquilo que não se acha legal de viver.
Que tal começar?
Roteiro para sair da crise no relacionamento amoroso
- Ler o artigo juntos pode desencadear uma conversa; - Ressaltem primeiro as coisas que se gosta no outro, escutem um ao outro; - Digam o que se gosta de viver com o outro, se escutem de novo; - Tomem fôlego e escolham duas ou três coisas que gostariam que fossem melhores ou um pouco diferentes, se escutem, reflitam juntos, cheguem a um consenso do quanto podem tentar; - E aí sem o sentimento de atacar ou ser atacado, explique por que é ruim ou por que não gosta de viver, ouvir ou ver determinada coisa que incomoda; - Se escutem e tentem cada um entender o motivo do outro e ver se há possibilidade de negociar, mudar, sublimar.
Aprender a falar e a ouvir sem ter que se sentir atacado é um grande exercício de crescimento para casais, tanto no aspecto afetivo como no sexual.
Vale a pena tentar…
Bom exercício!
Fonte: http://cliquesaude.com.br
========================== AMAR É PRATICAR O COMPANHEIRISMO E A COMPREENSÃO
Muita gente está assustada com a possibilidade de se envolver e perder a liberdade conquistada. (...) O fato é que, se queremos viver um relacionamento gostoso, porém verdadeiro, seja no casamento, namoro, ou em poucas horas, devemos aprender a nos aceitar como somos e olhar para o companheiro como um caminho para o crescimento. Estar com alguém plenamente é a possibilidade de vencer o medo da entrega e de se conhecer no íntimo.
Conviver com alguém que amamos é o mesmo que comprar um imenso espelho da alma, no qual, cada um de nossos movimentos é mostrado, sem a mínima piedade. E, é aí que começa o inferno… Ao invés de encarar a verdade e de ver a imagem temida do verdadeiro "eu", tenta-se quebrar o "espelho". Como? Fugindo da intimidade, culpando o outro, e desacreditando o amor.
Viver com quem se ama não é apenas uma oportunidade de conhecer o outro, mas é a maior chance de entrar em contato consigo mesmo. Começamos, então, a nos capacitar para o amor. O único jeito de amar é buscando a sinceridade.
Infelizmente, com o passar dos anos o amor tem sido muito mais estratégico do que espontâneo. (...) Nós temos que redescobrir a naturalidade do relacionamento amoroso. As pessoas precisam ter interesse genuíno no outro.
Todas as maneiras de amar devem ser naturais. Quem fica estudando demais o outro, "mata" a possibilidade de amar alguém. O mundo é feito de absurdos e encontros, os absurdos fazem parte, porém, devemos entender que é possível ser feliz, acreditando dia-a-dia na naturalidade dos sentimentos.
Um dia, perguntaram a um grande mestre quem o havia ajudado a atingir a iluminação; e ele respondeu: "Um cachorro". Os discípulos, surpresos, quiseram saber o que havia acontecido, e o mestre contou: "Certa vez, eu estava olhando um cachorro, que parecia sedento e se dirigia a uma poça d"água. Quando ele foi beber, viu sua imagem refletida.
O cachorro, então, fez cara de assustado, e a imagem o imitou. Ele fez cara de bravo e a imagem o arremedou. Então, ele fugiu de medo e ficou observando, durante longo tempo, a água. Quando a sede aumentou, ele voltou, repetiu todo o ritual e fugiu novamente.
Em um dado momento, a sede era tanta que o cachorro não resistiu e correu em direção à água, atirou-se nela e saciou sua sede. Desde então, percebi que, sempre que eu me aproximava de alguém, via minha imagem refletida, fazia cara de bravo e fugia assustado. E ficava, de longe, sonhando com esse relacionamento que eu queria para mim. Esse cachorro me ensinou que eu precisava entrar em contato com minha sede e mergulhar no amor, sem me assustar com imagens que eu ficava projetando nos outros".
Esse é o ingrediente básico para o amor, o autoconhecimento. Projetar nossos desejos ou nossas "fobias" no outro, apenas causa uma relação de dependência ou doentia, como o desenvolvimento do ciúme ou competição.
Por Roberto Shinyashiki
========================== COMPANHEIRISMO
Companheirismo, qualidade difícil de se encontrar numa época em que o individualismo predomina. Acho que o mundo moderno desaprendeu o "estar com alguém" e, em seu lugar, exerce uma busca de independência na relação, para mascarar a forte necessidade de vencer a solidão...
Saber ser companheiro de alguém é uma arte que se baseia na maturidade conseguida. Maturidade que permite que se esteja junto, sem querer dominar ou ter um poder sobre o outro, que nos possibilita ser diferente de alguém e, apesar disso, aceitar e respeitar essa diferença.
Ser companheiro é saber ouvir e saber falar, é ficar disponível sem se anular, é compreender o que o outro sente para poder compartilhar a vida.
Ser companheiro é ter a coragem de abrir o coração e oferecer momentos, para que o outro me conheça e sinta confiança em se deixar conhecer também por mim.
Ser companheiro é dar as mãos sem aprisionar, ser companheiro tem muito de doação e de flexibilidade.
Como outras coisas na vida, a dualidade aqui também se faz presente: o companheirismo nasce e se desenvolve na relação, se alimenta dela e da crença de que somente convivendo é que me tornarei, antes de tudo, companheiro de mim mesmo.
Por Elisabeth Salgado
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É mais ou menos isso... 
Escrito por Claudia Daflon Coelho às 21h21
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Difícil de entender...
Uma pessoa que diz isso:
"Life's too short and I don't wanna waste more time. I'm way too tired of fighting and ye know I love you sooooo f*cking much to let you go just like this."
E que faz isso:

Alguém consegue entender?
Se conseguir, por favor me explique, porque eu não consigo entender.
Escrito por Claudia Daflon Coelho às 14h43
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Desligando
Quando acho que sei, não sei. Quando acho que entendo, não entendo. Quando acho que vai ficar tudo bem, tudo estranho. E de repente me dou conta de que continuo na estaca zero do que, pensei, havia avançado.
Avanço, recuo, avanço, recuo, avanço, recuo...
Vejo a relação de uma situação em desarmonia, aonde se diz uma coisa, se faz outra, se pensa ainda uma outra. Se pede uma coisa, se realiza outra.
Que confusão!... e ao mesmo tempo, desencontro, desalento, desarmônico, tão sei-lá-o-quê.
Eu juro que estou me esforçando para entender.
Está se afastando, estou me afastando, estou desligando, estou avisando, quando vir, fui... pois não vai mais fazer sentido... pois já não está mais fazendo tanto sentido.

Escrito por Claudia Daflon Coelho às 23h09
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FASE ANAL
Não tem muito tempo uma pessoa, de uma maneira um tanto agressiva, meio que me atacando e me condenando, veio me dizer que eu não havia saído da "fase anal". Dentro do contexto da discussão que estávamos tendo, achei a colocação - que não entendi - uma baita duma presunção infundada. Num primeiro momento eu quis não ligar para aquilo. Mas o fato é que levo em consideração quase tudo o que me dizem de bom ou de ruim, de construtivo ou não, pois é uma visão, uma leitura que fazem de mim, e me preocupo (no sentido de ter cuidado) em saber o que querem dizer pois podem estar vendo algo de que não estou, absolutamente, me dando conta.
Arquivei o comentário e agora fui dar uma pesquisada no que é a tal da "fase anal" e o que isso tem, ou não, a ver comigo.
Pois bem. No site da ABRAE encontrei o seguinte sobre o assunto:
=================================================== ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL (Fonte: Kaplan & Sadock – Compêndio de Psiquiatria dinâmica - Ed. Artes Médicas)
II – ESTÁGIO ANAL
Definição: Este estágio do desenvolvimeto psicossexual é ativado pela maturação do controle neuromuscular sobre os esfíncteres, especialmente o esfíncter anal, permitindo, desse modo, maior controle voluntário sobre a retenção ou a expulsão das fezes.
Descrição: Este período se estende aproximadamente de 1 a 3 anos de idade e é acentuado por visível intensificação de impulsos agressivos mesclados a componentes individuais em impulsos sádicos. A obtenção do controle voluntário do esfíncter está associado com crescente mudança da passividade para a atividade. Os conflitos a respeito do controle anal e a luta sobre a retenção ou expulsão das fezes no treinamento de toalete despertam crescente ambivalência, ao lado de um conflito sobre a separação-individuação e a independência. O erotismo anal refere-se ao prazer sexual no funcionamento anal, tanto na retenção das fezes como apresentando-as como um presente aos pais. O sadismo anal refere-se a manifestações de desejos agressivos ligados à descarga das fezes como armas poderosas e destrutivas. Esses desejos são muitas vezes manifestados nas fantasias das crianças, de bombardeio e explosões.
Objetivos: O período anal é essencialmente um período de esforços por independência e separação da dependência e do controle dos pais. O objetivo do controle de esfíncter, sem controle excessivo (retenção fecal) ou perda de controle (sujando-se), está unido às tentativas de autonomia e independência da criança sem medo ou vergonha da perda de controle.
Traços Patológicos: Traços de caráter mal adaptados, aparentemente inconsistentes, são derivados do erotismo anal e das defesas contra o mesmo. Regularidade, pertinácia, teimosia, voluntariedade, frugalidade e parcimônia são traços do caráter anal derivados de uma fixação nas funções anais. Quando as defesas contra os traços anais são menos eficazes, o caráter anal revela traços de elevada ambivalência, desordem, desafio, cólera e tendências sadomasoquistas. As características e defesas anais são vistas mais comumente nas neuroses obsessivo-compulsivas.
Traços de Caráter: O êxito na resolução da fase anal proporciona a base para o desenvolvimento de autonomia pessoal, capacidade de independência e iniciativa pessoal, capacidade de auto determinação sem sentimento de vergonha ou falta de confiança, falta de ambivalência e capacidade de cooperação sem excessiva teimosia nem sentimento de depreciação própria ou derrota. ===================================================
Vou aqui "dissecar" o texto e fazer meus comentários a respeito.
=> "Este período se estende aproximadamente de 1 a 3 anos de idade e é acentuado por visível intensificação de impulsos agressivos mesclados a componentes individuais em impulsos sádicos. (...)O erotismo anal refere-se ao prazer sexual no funcionamento anal, tanto na retenção das fezes como apresentando-as como um presente aos pais. O sadismo anal refere-se a manifestaçãoes de desejos agressivos ligados à descarga das fezes como armas poderosas e destrutivas. Esses desejos são muitas vezes manifestados nas fantasias das crianças, de bombardeio e explosões "
Eu não tenho praticamente lembrança alguma dessa fase da minha vida, apenas alguns flashes e, dos flashes que tenho, nenhum deles é agressivo e muito menos sádico. Também não tenho lembrança alguma em dar fezes de presente aos meus pais ou a quem quer que seja, ou qualquer coisa do gênero, e imagino que se algumas dessas coisas tivessem acontecido comigo, de um jeito ou de outro, acho que eu ficaria sabendo de alguma coisa nesse sentido. Falando de fezes, o que tive foram problemas com relação à evacuação, e lembro-me que as vezes chorava e eventualmente me escondia quando tinha que ir ao banheiro para o "número 2", pois da maneira como acontecia era doloroso e me machucava.
=> Traços Patológicos
* Regularidade Segundo um dicionário, quer dizer "qualidade de regular". Mas o que seria exatamente isso?
* Pertinácia Perseverança, tenacidade, obstinação: que querem dizer apego forte e excessivo às próprias idéias, resoluções e empreendimentos. Acho que todo mundo tem algum apego às suas idéias, resoluções e empreendimentos e eu, com certeza também tenho, mas nada que seja excessivo.
* Teimosia Esse deve ser um traço de minha personalidade, pois sou um tanto teimosa.
* Voluntariedade Definição de um dicionário: ■ substantivo feminino 1 qualidade daquilo que é voluntário, que alguém faz por vontade ou iniciativa própria; espontaneidade Ex.: não existe arte sem v. 2 Derivação: sentido figurado. qualidade daquele que atua segundo apenas sua própria vontade ou seguindo o impulso do momento; arbítrio, capricho, obstinação
Com certeza ajo, muitas vezes, por impulso, tenho iniciativa, espontaneidade, mas não costumo ser caprichosa. E quem não é assim? O que há de errado/grave nisso?
* Frugalidade Quer dizer simplicidade, sobriedade de costumes, de hábitos etc. Creio que são características minhas. Há algo de errado/grave nisso?
* Parcimônia Ação ou hábito de fazer economia, de poupar; economia. Não sou a pessoa mais econômica ou poupadora do planeta, mas eu bem que tento. Há também alguma coisa de errado/grave nisso?
* Ambivalência De acordo com um dicionário: Rubrica: psicanálise. coexistência ou aparição simultânea, na relação com o mesmo objeto, de tendências, atitudes e sentimentos opostos, basicamente amor e ódio
Não sou uma pessoa ambivalente.
* Desordem Em que sentido seria, já que as aplicações da desordem são diversas?
* Desafio Ato de desafiar. Mas, como no caso da desordem, em que sentido seria, já que as aplicações também são muitas?
* Cólera Acepções ■ substantivo feminino 1 sentimento de violenta oposição contra o que revolta, escandaliza, molesta ou prejudica; intensa raiva facilmente provocável; ira
Não sou uma pessoa "colérica".
* Tendências sadomasoquistas Isso é uma coisa que eu, definitivamente, não tenho.
* Neuroses obsessivo-compulsivas ou Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) Do site do Dr. Drauzio Varella:
" TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no "Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais" da Associação de Psiquiatria Americana, que se caracteriza pela presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões.
Entende-se por obsessão pensamentos, idéias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que ela queira. Como um disco riscado que se põe a repetir sempre o mesmo ponto da gravação, eles ficam patinando dentro da cabeça e o único jeito para livrar-se deles por algum tempo é realizar o ritual próprio da compulsão, seguindo regras e etapas rígidas e pré-estabelecidas que ajudam a aliviar a ansiedade. Alguns portadores dessa desordem acham que, se não agirem assim, algo terrível pode acontecer-lhes. No entanto, a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a agravar-se à medida que são realizados os rituais e pode transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da pessoa como para a vida da família inteira."
Estou longe de me encaixar nisso.
Encontrei ainda um outro texto num outro site (dentre muitos), que diz o que vai abaixo e, definitivamente, eu não me encaixo nisso:
"A fase Anal se inicia por volta dos dois anos e termina aos 3/4 anos de idade, aproximadamente. Nessa idade, a criança aprende a controlar os esfíncteres, por meio do treino de toillet. O controle fisiológico obtido nessa fase leva a criança a perceber que o controle de um modo geral é uma nova fonte de prazer. Aliado a isso, as crianças percebem que atraem a atenção dos pais por meio do uso de toillet adequado, quando recebem elogios, bem como quando não se saem bem e são repreendidas. Pela teoria Freudiana, quando os pais são muito exigentes e a criança não consegue corresponder satisfatoriamente a essas exigências, a reação pode ser de duas formas: defecando onde e quando quiser para desafiar os pais ou pode também reter as fezes. Por isso, alguns autores subdividem a fase anal em expulsiva e retentiva. As pessoas com fixação na primeira fase anal (expulsiva) tendem a apresentar comportamento hostil e agressivo na idade adulta. Nos termos de Sônia Del Nero, uma fixação mais grave nessa fase expulsiva, pode levar a um transtorno psicótico paranóide, enquanto uma fixação grave na fase retentiva poderia ensejar o desenvolvimento de neurose obsessiva."
*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.
A pessoa que disse que não saí da "fase anal" ou me leu muito errado, ou quer que eu me encaixe nisso, por algum motivo, e desconheço a motivação para isso, nem entendo a troco de quê.
No entanto, de um outro texto que encontrei, destaco um trecho interessante que diz:
"Se o treinamento de toalete for rígido ou permissivo demais, uma parte significativa da libido ficará fixada na fase anal e a pessoa mostrará preocupações, traços e estratégias anais. Nesta categoria, encontram-se o prazer no humor, no banheiro, horror a odores fétidos, asseio, avareza, acumulação, autocontrole rígido, relaxamento e agressividade."
Esse trecho é interessante porque a pessoa que disse que eu não saí da fase anal, dentro do algum entendimento que tenho dela, se encaixa em praticamente tudo que está aí, como no fato de ter prazer no humor (faz piada de quase tudo), no banheiro (leva horas dentro dele!), é um tanto avarenta, tem traços de agressividade. Não sei dizer se a pessoa tem horror a odores fétidos mas, até aí, acho que ninguém gosta disso, né?! É uma pessoa asseada, principalmente no que diz respeito à região anal (na verdade, todos deveríamos ser). Não sei o que o texto quer dizer com "acumulação". Com relação a "autocontrole rígido", acho que se encaixa bem à pessoa. E se "relaxamento" nessa questão quer dizer que seja uma pessoa "despreocupada" e "desligada" de quase tudo, ou ainda um tanto "desleixada", tem tudo a ver!!!
Agora, eu pergunto: quem é que não saiu da fase anal? :-P

Escrito por Claudia Daflon Coelho às 23h43
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Presente de Aniversário
É... costumo dizer que a vida nos dá alguns recados, assim de leve... quando não damos bola para eles, as pauladas começam a vir, e vão aumentando na medida em que as vamos ignorando... e depois colocamos a "culpa" do que nos acontece em tudo, menos na nossa falta de atenção.
Há uns 2 anos, acho, que eu vinha, volta e meia, ficando o que eu defini como "febril", temperatura em torno dos 37ºC. Não dei muita bola porque eu vinha passando por momentos complicados, com o emocional numa roda-gigante, o estresse sempre dando sinal de vida... Então entendi que era uma "febre emocional", e deixei para lá.
Depois disso, há alguns meses, reparei, em alguns momentos, que no momento de urinar havia algo de "estranho", mas nada como a clássica cistite de quem, volta e meia, sou vítima. Conforme a coisa deixava de incomodar, eu esquecia e tudo bem. E assim a vida foi caminhando.
Até que na noite do dia 01 para o dia 02 de agosto, passei uma noite conturbada. Primeiro porque fiquei muito triste com a notícia, ainda na noite do dia 01, de que eu teria que extrair dois dentes. Isso me deixou muito chateada mesmo. Minha noite foi de terror, rolando para lá e para cá, chateada e, de repente, com uma dor que me apareceu no abdomen, e me sentindo muito quente. Só que esse "muito quente" era febre, e nem me dei conta; assim como não me dei conta da dor que estava sentindo, pois achei que era tudo mal estar pela chateação que eu estava com relação aos meus dentes. Lá pelas tantas da madrugada, talvez um tanto antes de começar a amanhecer, comecei a suar muito. Era a febre me deixando. O dia amanheceu e me levantei para ir ao banheiro. Eu não estava me sentindo muito bem e, ao chegar ao banheiro, comecei a sentir vontade de vomitar. O-D-E-I-O vomitar! Junto com isso comecei a suar frio, foi batendo aquele teto preto e, antes que algo mais acontecesse, me sentei no chão, ao lado do vaso sanitário. Comecei a tentar controlar a minha respiração para não desmaiar (pois tenho PÂNICO de desmaiar), e ver se todo aquele mal estar passava. Não demorou muito, passou. Me levantei e voltei para a cama.
Fiquei na cama mais um tanto. Tirando a dor no abdomen, que não era nada assim muito forte, todo o resto parecia estar sob controle. Eu tinha um compromisso, ia encontrar com uma jovem amiga, e não queria dar bolo nela, pois era a primeira vez dela no Rio. Vagarosamente me levantei, tomei meu banho, me arrumei e me dirigi, caminhando com cuidado, ao encontro da amiga. Falei para ela que não havia passado lá muito bem, e que teria que caminhar devagar. Assim fizemos e a manhã passou. Na hora do almoço fomos nos encontrar com nossos pais. Eu pedi uma canja e coca-cola. Tudo ia muito bem. De repente comecei a sentir frio. Aparentemente, nada de febre. Meu tio imaginou que eu pudesse estar com a pressão baixa, e me pediu que colocasse um pouquinho de sal embaixo da língua. Assim eu fiz e me pareceu melhorar um cadinho. Mas o frio não se foi de todo. Saímos do restaurante, e fui com meu pai direto para casa, aonde fiquei deitada. Meu pai foi trabalhar. Lá pelas tantas, eram umas 16h, lá estava eu quente de novo. Peguei o termômetro: 38,5ºC. Mandei um paracetamol de 750mg para dentro. Passou-se cerca de uma hora e meia, e nada da febre baixar. Pelo contrário, parecia subir e lá fui eu medir de novo: 39,5ºC. Aí eu assustei! Mandei outro paracetamol para dentro e, seguindo a orientação de uma amiga, me enfiei no chuveiro com a água bem morninha, durante algum tempo. Quando saí do banho, medi a temperatura e havia baixado para 38,5ºC. Fiquei menos preocupada e voltei para a cama. Não demorou muito a febre cedeu.
Na noite de terça (dia 02) para quarta, a febre voltou, mas já não tão alta. A dor, sempre presente, me dificultava dormir, pois tinha que arrumar uma posição que não me incomodasse tanto. A noite passou, o dia chegou e a certeza de que tinha que ir ou à emergência de um hospital, ou à um médico. Decidi, por fim, ir num clínico. E fui. Perguntas, apertos na barriga, e a notícia: poderiam ser três coisas: apendicite, pedra na vesícula ou infecção urinária. A orientação dele era que eu procurasse a emergência do hospital e que ficasse internada para a realização dos exames que se faziam necessários, para o caso de o diagnóstico final ser grave. Me passou, por desencargo, os pedidos de exames, a receita com a medicação necessária (caso eu nada fizesse no hospital), e um tipo de encaminhamento para o médico plantonista com sua avaliação e orientação. Saí de lá, do consultório do doutor, assim meio desnorteada. Isso tudo era o inesperado, e um inesperado nada bom. Fiquei resolvendo comigo mesma o que faria e, por fim, resolvi que iria para casa arrumar umas coisas para no dia seguinte me dirigir ao hospital.
Quinta-feira, 04/08. Só cheguei no hospital ao meio-dia, e lá fiquei até o início da noite. A médica plantonista foi atenciosa, e fez o que tinha que fazer. Me encaminhou para exames de sangue, urina e tomografia de abdomen total. Ficou constatado que eu estava com infecção nos rins, que havia uma leve infecção indicada no sangue, e que haviam micro-cálculos na minha vesícula. A médica plantonista me medicou e me mandou para casa. Fiquei de voltar para pegar o resultado da tomografia.
Sexta-feira, 05/08. Me ligam do hospital dizendo para eu entrar em contato com a médica que fez o laudo da tomografia. Só no final do dia eu consegui falar com ela. Ela me explicou umas coisas para justificar o contato dela, e disse que há um nódulo ou num dos rins, ou numa das bexigas... eu realmente não me recordo. Daí depois de falar mais um tanto, por fim ela disse para eu pegar as imagens da tomografia com o laudo e ir à um urologista e ver o que ele diria. Fora isso, se colocou à minha disposição para o que fosse necessário.
Hoje, terça-feira, 09/08 fui ao hospital para pegar meu exame. Não está lá. Aonde está? Como vou saber, né. Amanhã estarei ligando para a médica que fez o laudo para ver o que arrumo. E assim que estiver com o exame em mãos, vou logo ao urologista.
Para quê contei tudo isso?
Para lhes dizer para prestarem mais atenção em si mesmos e não negligenciarem-se. Sei que temos mil desculpas para isso, e eu tenho várias... mas na verdade, não justifica nos deixarmos de lado. Até porque, como bem me disse a mãe de um amigo, se não nos cuidarmos primeiro, não poderemos cuidar de quem precisa de nós!
E esse foi o presente de aniversário que eu ganhei! Meu aniversário? Foi no dia 02 de agosto.
A propósito, para não ser injusta, meu querido namorado me acompanhou, e esteve ao meu lado, o tempo todo nessa empreitada... Enquanto meu pai, tadinho, ficava morrendo de preocupação...

Escrito por Claudia Daflon Coelho às 20h41
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Passando o recado certo
Nesses últimos dias andei refletindo um pouco sobre isso. Sobre o "recado" que passamos e que, algumas vezes, sem que nos demos conta, ele é passado de uma maneira que realmente não queremos, e acabamos passando o recado errado.
Eu, por exemplo, com relação à minha vida, sempre me postei de uma maneira bastante defensiva, me fazendo de "forte", para não ser engolida: rindo, quando queria mesmo era chorar; indo para cima, quando queria mesmo era correr para bem longe; batendo de volta, quando queria mesmo era agarrar e fazer carinho; carregando peso sozinha, quando queria mesmo era dividi-lo com alguém...
Não que eu não fosse e que não seja "forte", mas ser "forte" não quer dizer que eu não seja meiga, delicada, sensível. Não é porque eu não falo de um jeito derretido, cheio de manha, que não sou meiga, que não mereço ser tratada com carinho, com delicadeza.
Se algumas vezes tenho reações mais "brutas", é apenas uma resposta a uma ação que estou sofrendo. E se realmente, em algum momento, acabo machucando, é mesmo sem querer, pois não o faço nem tenho a intenção de machucar ninguém... não faço nada para machucar, nem quando realmente a pessoa merece. E quando me dou conta, ou se sou alertada do que fiz, sou a primeira a correr para pedir desculpas, para me retratar de alguma maneira. Não gosto de magoar ninguém, pois não gosto de ser magoada, pois tudo isso me dói muito.
Passei a minha vida sendo magoada, de tudo que foi jeito, de todos os lados. Sempre me defendi disso tudo e procurei, antes de qualquer outra coisa, entender porque as pessoas (essas pessoas) faziam o que faziam comigo, porque me magoavam daquela maneira. Eu até consegui entender muitas coisas, o porque daquelas pessoas serem e agirem daquele jeito... mas nada justificava (nem justifica) elas descontarem em mim os seus problemas, me agredindo, muitas vezes gratuitamente, e sem que eu nada tivesse com isso.
Minha vida não é só de mágoas, claro que não, mas parece que ser magoada está sempre na pauta do dia. Quando eu menos espero, e as vezes de QUEM eu menos espero, lá vem a paulada. E a paulada quase nunca vem com um reconhecimento e pedido de desculpas depois... ainda esperam que eu assuma a culpa, e que engula mais essa.
Eu estou cansada, e há muito tempo, de ficar sendo magoada o tempo todo. Como qualquer outra pessoa, eu também quero e preciso de carinho, beijos, abraços, ser pega no colo, ganhar cafuné, ser bajulada um pouquinho também... muito mais isso do que ficar sendo magoada.
Sim, eu recebo carinho, beijos, abraços, eventualmente um rápido cafuné... mas não demora muito vem uma mordida.... morde, assopra, morde, assopra... Já estou muito marcada de tantas mordidas... algumas custam para sarar... outras deixam cicatrizes que ficam para sempre.
Para terminar, se um dia eu lhe magoei, e se não me dei conta e não lhe pedi desculpas, eu sinceramente lhe peço desculpas agora. Não tive a intenção de lhe magoar, de lhe fazer sofrer. 
Escrito por Claudia Daflon Coelho às 12h14
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Ser ou não ser, eis a questão...
Pois é... ser ou não ser, saber ou não saber, fazer ou não fazer, querer ou não querer, entender ou não entender...
As vezes são tantas questões, que fica mesmo complicado saber qualquer coisa, principalmente saber o que se passa na cabeça e no coração de uma outra pessoa.
Passei por uma ontem que fiquei sem entender nada. A única coisa que entendi, e muito bem, foi a dor física e emocional por que passei. Foi tão agressivo, tão inesperado, que até chorei. Fui dormir tão triste, tão magoada, que junto com o cansaço no qual eu me encontrava, logo apaguei. Acordei hoje pouco antes das 5h da manhã, sobressaltada e, apesar de tudo, preocupada. Fiz o que achei que devia fazer para, ao menos, e em parte, acalmar meu coração; depois tentei dormir um pouquinho mais, antes de ter que me levantar mais uma vez, e de vez, para me arrumar para ir para o trabalho.
Sabe, não estou aqui pra isso não.

Escrito por Claudia Daflon Coelho às 13h41
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Passado x Presente x Futuro
Parando e olhando para a minha vida, vejo um passado lotado de experiências. De momentos bons, ruins, alegres, muito felizes, muito tristes, de sofrimento, de dúvidas, de esperança, de sonhos e fantasias, de aprendizado, de muitos tapas, beijos e abraços, de viagens, aventuras, de loucuras, de bobeiras, de namoros, paqueras, foras, decepções, verdades, mentiras, risos, lágrimas... tantas coisas...
Olho para o meu presente. Não estou tão livre, leve e solta quanto gostaria. Não estou fazendo todas as coisas que eu gostaria de estar fazendo. Não estou tão feliz quanto gostaria de estar.... mas também nem tão triste. Apesar das coisas que andam rolando à minha volta, não posso reclamar: tenho trabalho, uma casa para morar com todas as coisas que preciso para estar bastante confortável, uma boa família e bons e verdadeiros amigos, um namorado amoroso que me ama (ele diz que sim, rs), minha moto, e saúde para fazer tudo o que preciso fazer.
Quanto ao meu futuro... como se diz, à Deus pertence, né... Mas espero que seja de mais tempo para mim, de muita saúde para todos, de trabalho mais ligth e mais clean, de mais e muitos passeios e viagens (de preferência com a minha moto), de muito amor para todos e para mim também, claro!, quem sabe, muito bem casada... e com algum dinheiro no bolso, porque não faz mal à ninguém! rs
E enquanto o futuro vai chegando (dia-a-dia), vamos trabalhando o presente (o hoje), para só termos alegrias!
E deixo aqui para reflexão: As 4 Leis da Espiritualidade ensinadas na Índia 1ª Lei: "A pessoa que vem é a pessoa certa"
Significa que ninguém está em nossa vida por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor estão interagindo conosco. Há sempre algo que nos faz aprender e avançar em cada situação.
2ª Lei: "Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido" Nada, nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum "se eu tivesse feito tal coisa…, talvez não teria acontecido se eu…". O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos alguma lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
3ª Lei: "Toda vez que você iniciar é o momento certo" Tudo começa na hora certa: nem antes, nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é o momento em que as coisas acontecem.
4ª Lei: "Quando algo termina, acaba realmente" Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas foi para a nossa evolução, por isso, é melhor seguirmos em frente e nos enriquecermos com cada experiência.
"Se um dia você tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: Se escolher o mundo ficará sem amor, mas se você escolher o amor, com ele conquistará o mundo". (Albert Einstein)

Escrito por Claudia Daflon Coelho às 21h34
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Enxugando a Vida
Dizem que macaco velho não aprende truque novo.
Sinceramente, não acredito nisso não. Acho que quase tudo depende. Penso que as pessoas, quando querem, aprendem sim coisas novas, mudam conceitos, modos de pensar, estilo de vida... Assim como também acho que macaco velho, além de aprender truque novo, se reeduca em "truques" antigos. Creio que depende da motivação que se tem para tal.
Porque, se não for assim, algumas coisas se tornam impossíveis, como a convivência com algumas pessoas, em certas circunstâncias. Pois se as pessoas não têm a capacidade de mudar, isso quer dizer que são inflexíveis, e isso não é bom. Mas tem também a coisa do "fingir" mudar, "fingir" ser flexível... isso, para mim, é pior do que não mudar. Mentiras são sempre ruins.
Eu sou uma macaca velha, sempre aprendendo algo novo e, ainda que com resistência, disposta a mudar coisas antigas. Isso porque, antes de mais nada, quero melhorar a convivência comigo mesma e com a vida.
Cada vez mais vejo que "menos" é "mais". E venho num processo de "enxugamento" da minha vida. E com isso, a certeza de que perder tempo com certas coisas e pessoas, realmente não só não vale a pena, como não leva a nada. E o que não quero mais na minha vida, é perder meu precioso tempo com o que/quem não vai me acrescentar nada, muito menos me deixar feliz de verdade. E se alguém ou alguma coisa começar a me deixar infeliz, vou procurar cortar logo pela raiz, antes que fique pior. Porque, tudo o que eu quero é ser feliz!
Escrito por Claudia Daflon Coelho às 00h24
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Algumas coisas para aprender e não esquecer
10 PASSOS PARA A TRANQUILIDADE INTERIOR
1° - Não se preocupe De todas as atividades humanas, preocupar-se é a menos produtiva.
2° - Não se deixe dominar pelo medo A maior parte das coisas que tememos nunca acontecem.
3° - Não guarde rancor Ele é uma das cargas mais pesadas da vida.
4° - Enfrente um problema de cada vez Seja como for, só poderá tratá-los um por um.
5° - Não leve os problemas para a cama São maus companheiros do sono.
6° - Não compre os problemas dos outros Eles podem lidar com eles melhor do que você.
7° - Não reviva o passado Ele já passou. Concentre-se no que se passa na tua vida e seja feliz agora.
8° - Seja um bom ouvinte Só quando escutar obterás idéias diferentes das tuas
9° - Não se deixe abater pela frustração A autocompaixão só interfere com as ações positivas.
10° - Contabilize todas as coisas boas Mas não esqueça as pequenas. Muitas coisas boas pequenas, fazem uma grande. 
Escrito por Claudia Daflon Coelho às 12h24
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Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar Vivendo e aprendendo a jogar Nem sempre ganhando Nem sempre perdendo Mas aprendendo a jogar
Água mole em pedra dura Mais vale que dois voando Se eu nascesse assim pra lua Não estaria trabalhando
Vivendo e aprendendo a jogar Vivendo e aprendendo a jogar Nem sempre ganhando Nem sempre perdendo Mas aprendendo a jogar
Mas em casa de ferreiro Quem com ferro se fere é bobo Cria a fama, deita na cama Quero ver o berreiro na hora do lobo
Vivendo e aprendendo a jogar Vivendo e aprendendo a jogar Nem sempre ganhando Nem sempre perdendo Mas aprendendo a jogar
Quem tem amigo cachorro Quer sarna pra se coçar Boca fechada não entra besouro Macaco que muito pula quer dançar
Vivendo e aprendendo a jogar Vivendo e aprendendo a jogar Nem sempre ganhando Nem sempre perdendo Mas aprendendo a jogar Nem sempre ganhando Nem sempre perdendo Mas aprendendo a jogar
(Letra: Guilherme Arantes) 
Escrito por Claudia Daflon Coelho às 21h35
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Momento HDAB
Meu amado namorado vem me cobrando uma postagem menos "cinzenta" pois, segundo ele, tudo o que venho escrevendo é triste, e não falo das felicidades do nosso namoro, de como me sinto nesse sentido. Expliquei-lhe que escrevo o que sinto, como me sinto, de acordo com os momentos que vim e que venho passando... mas nem sempre escrevo tudo e/ou sobre tudo, pois nem sempre dá...
Conforme eu disse numa postagem anterior, acredito ter encontrado a minha alma gêmea... ainda estamos engatinhando em nosso relacionamento, é verdade, e são apenas 08 meses de namoro. Nesses 08 meses além de momentos muito felizes, já rolaram momentos bastante infelizes também, e quase que me demiti do "cargo" de namorada. Nossa vida é feita de altos, baixos, bons e maus momentos, alegrias e tristezas, entendimentos, desentendimentos, ajustes, desajustes, e por aí vai... e esse namoro não poderia ser muito diferente disso.
O que pegou em minhas postagens, "inspiradas" por uns poucos maus momentos do meu namoro, é que apesar de os momentos alegres, felizes, amorosos serem praticamente uma constante, os momentos tristes/infelizes que rolaram foram, para mim, tão marcantes (chocantes até), não só pelo pouco tempo de namoro, como pelas coisas que aconteceram, me pegaram de um jeito tal, que me levaram a escrever sobre eles.
No entanto, o que vimos tendo tem sido muito mais forte do que isso, os momentos felizes são muito mais presentes do que os tristes, estamos conseguindo nos entender, e continuamos juntos, com planos para o futuro.
Hoje, conversando via skype, confabulávamos sobre casais que, sabe-se lá porque motivos, colocam outras pessoas no meio do relacionamento, numa de "apimentar" a relação. Falei-lhe que não só eu não seguraria essa onda, como ele também não, até porque é uma coisa que já conversamos sobre, anteriormente, e já concordamos com isso. E eu lhe disse também que só toparia uma coisa dessas se não houvesse envolvimento emocional; seria uma coisa de transa por transa, pura e simples, e que se rolasse no meio de um relacionamento seria, ao menos de minha parte, porque alguma coisa já não iria bem, então seria final de relacionamento. E foi quando, também, eu lhe disse o seguinte:
-- E tem o fato de que, há pelo menos uns quase 8 meses - para falar apenas da parte "física" da coisa -, que o único colo que me interessa, a única boca, olhos, orelhas, braços, pernas, pele, cheiro, beijos, amassos, agarros, etc., são os seus, e de mais ninguém nesse planeta - fora todo o resto que, para mim, é essencial, fundamental e que me deixa plena e feliz. Estou mesmo, de verdade, muito feliz com você, porque EU AMO VOCÊ!, e isso me basta (o nosso amor). Até porque, se for diferente disso, ou se em algum momento for diferente disso, para mim acabou. Não tenho porque olhar para o lado. A hora que eu começar a olhar para o lado, é porque o que está aí, para mim, acabou... e se não houver correspondência também, claro. É assim que funciona.
Relacionamentos, para mim, são situações MUITO sérias, porque não se brinca com os sentimentos, felicidade, planos e vida de ninguém. Quem faz isso, não presta.
"Desejo! Que você tenha a quem amar E quando estiver bem cansado Ainda exista amor Prá recomeçar Prá recomeçar..."

Escrito por Claudia Daflon Coelho às 12h56
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Como identificar relações efêmeras?
Efêmero. Segundo o dicionário: que é passageiro, temporário, transitório
Quem dera pudéssemos identificar relações efêmeras, pois assim não criaríamos laços, vínculos, expectativas, não faríamos planos... apenas viveríamos o momento, sem nada esperar dele, se essa fosse a nossa vontade.
Estamos sempre vivendo algum tipo de situação de relacionamento. Algumas dessas situações reparamos mais do que outras. As vezes acontece de, em algum momento, alguma coisa nos chamar bastante a atenção e, de repente, paramos para tentar entender o que é aquilo que nos está chamando a atenção.
Pois estou vivendo uma situação em que uma coisa me chamou bastante atenção: falta de vínculo... com coisas, pessoas, situações, lugares... enfim.
Ok, desprendimento, até certo ponto, é uma coisa interessante... mas nem tanto. Principalmente se a intenção é a de se criar laços. E agora fiquei aqui pensando com meus botões: como é que estou nessa situação? Pois o cenário que vislumbrei para mim, não foi nada interessante, pelo menos não do meu ponto de vista.
Confesso que fiquei preocupada, pois entrei nesse relacionamento para criar laços, vínculos, e dos mais fortes... e agora, já não sei mais... pois, como li num blog por aí, e que cito agora: "A superficialidade não permite sintonia, entrega e profundidade. Fraquezas de algum modo todos têm. Nas relações efêmeras não há lugar para o "nós", pois será sempre o EU que prevalecerá. O que muitos esperam através de seu individualismo exacerbado, é que suas expectativas sejam atendidas e respeitadas, sem ao menos pensar que o outro também possui expectativas, anseios e desejos."
Venho passando por períodos de vida bastante conturbados mas, ao mesmo tempo, bastante interessantes, pois têem me levado às mais diversas reflexões. Sinto que venho não só confirmando um tanto a definição de quem sou e do que quero para mim e para minha vida, e também a maneira de como lido com a vida, como também, e ao mesmo tempo, redefinindo tudo isso também.
Como eu já disse anteriormente, estou "metamorfoseando".

Escrito por Claudia Daflon Coelho às 00h29
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